quinta-feira, 16 de junho de 2011

Obama e Cameron pedem saída de Kadafi, da Líbia, e Saleh, do Iêmen

ONDRES - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e o primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, disseram nesta quarta-feira, 25, que apoiam os movimento democráticos no Oriente Médio. Em uma coletiva de imprensa conjunta em Londres, Obama disse que o presidente do Iêmen, Ali Abdallah Saleh, deve sair "imediatamente".

Veja também:
especial
Mapa: A revolução que abalou o Oriente Árabe

Saleh chegou a anunciar que cederia, mas recuou na última hora e não assinou um acordo para deixar o poder. O Iêmen, a exemplo de outros países da região, enfrenta protestos populares.
Cameron, por sua vez, disse que ele e o presidente dos EUA estão "comprometidos" a apoiar "aqueles que lutam por liberdade" no mundo árabe. O premiê britânico se referiu ao ditador líbio Muamar Kadafi, dizendo que ele "deve sair" do poder. EUA e Reino Unido integram as operações da Otan (Organização da Aliança do Atlântico Norte) na Líbia.
Obama descartou o envio de tropas por terra à Líbia para enfrentar o regime de Kadafi e afirmou que "não há prazos artificiais" para colocar fim a missão da Otan. Ele também afirmou que com as operações da aliança será criado "o impulso suficiente para que inevitavelmente Kadafi se veja obrigado a abandonar o poder".
ONDRES - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e o primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, disseram nesta quarta-feira, 25, que apoiam os movimento democráticos no Oriente Médio. Em uma coletiva de imprensa conjunta em Londres, Obama disse que o presidente do Iêmen, Ali Abdallah Saleh, deve sair "imediatamente". Veja também:
especial
Mapa: A revolução que abalou o Oriente Árabe
Saleh chegou a anunciar que cederia, mas recuou na última hora e não assinou um acordo para deixar o poder. O Iêmen, a exemplo de outros países da região, enfrenta protestos populares.
Cameron, por sua vez, disse que ele e o presidente dos EUA estão "comprometidos" a apoiar "aqueles que lutam por liberdade" no mundo árabe. O premiê britânico se referiu ao ditador líbio Muamar Kadafi, dizendo que ele "deve sair" do poder. EUA e Reino Unido integram as operações da Otan (Organização da Aliança do Atlântico Norte) na Líbia.
Obama descartou o envio de tropas por terra à Líbia para enfrentar o regime de Kadafi e afirmou que "não há prazos artificiais" para colocar fim a missão da Otan. Ele também afirmou que com as operações da aliança será criado "o impulso suficiente para que inevitavelmente Kadafi se veja obrigado a abandonar o poder".

Hillary: líderes da África devem ouvir revoltas árabes

 politicando ecriticando ideias



A secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, advertiu hoje os líderes africanos que, a menos que eles realizem reformas sociais, econômicas e políticas amplas, vão enfrentar o mesmo tipo de revoltas que as ocorridas no mundo árabe. Em um discurso a diplomatas na sede da União Africana (UA) em Adis-Abeba, capital etíope, Hillary disse que a repressão dos governos não é mais algo aceito no mundo. Ela afirmou que o descontentamento, sobretudo entre os jovens, não pode ser suprimido na era da internet e das mídias sociais.

Hillary afirmou que o status quo foi rompido, e os governos devem tratar seu povo com dignidade, respeito pelos direitos e oportunidades econômicas. Segundo ela, o levante sem precedentes no mundo árabe é um sinal de que, se os líderes africanos ignorarem as demandas dos cidadãos, estarão correndo riscos. As informações são da Associated Press.


terça-feira, 14 de junho de 2011

Revolta na Líbia ameaça abastecimento mundial de petróleo

Ainda não se trata de um choque ao abastecimento do petróleo. Ainda.

The New York Times 
Compartilhar:
Mas os acontecimentos no mundo árabe, o epicentro da produção mundial de petróleo, são um lembrete de que o comércio de petróleo, a principal de todos as commodities, está no centro de um jogo político. Desde que o Iraque invadiu o Kuwait em 1990 a política do petróleo não parecia tão relevante. Como grande parte do mundo árabe, este mercado parece pronto a explodir no ar.
Conforme os rebeldes intensificavam seus cerco ao redor de Trípoli, no domingo, o fornecimento de petróleo permanecia restrito. A produção da maioria dos campos de petróleo da Líbia baixou para quase zero. Vários portos e refinarias foram abandonados por trabalhadores com medo. E com a maioria dos funcionários das empresas estrangeiras de petróleo deixando o país, homens armados começam a pilhar equipamentos deixados para trás e a retomada da produção normal parece, na melhor das hipóteses, distante.
Cerca de 80% da produção nacional de petróleo encontra-se em território controlado pelos rebeldes, embora não haja uma forma de verificar quanto os líderes rebeldes controlam.